Assina na cruzinha

Na última orgia divina no Vaticano,a reunião dos prelados portugueses com o Papa,foi anunciada a alteração da linguagem dos catecismos para uma linguagem “ mais jovem”.

Acho bem e,ouso até dizer,pedagógico.Os fedelhos não sabem rezar porque,simplesmente,não entendem o que está escrito nos catecismos.De hoje em diante uma Avé Maria será soletrada com devoção igual à que impingem numa música do 50cent.Tomem nota:

“Avé Maria,bué de estilosa;nigga do Senhor;altamente és entre as mulheres,porreiro é o resultado de uma cena marada,Jesus.”

Na última viagem ao Brasil,a submissa do Joe Berardo,Isabel Pires Lima,foi intimada para outorgar um acordo ortográfico Luso-Brasileiro.Como passivos que somos,o acordo vai obrigar-nos a escrever como as viagras de Bragança.

Acho bem e,ouso até dizer,pedagógico.Talvez a partir de agora se consiga ler um livro do Paulo Coelho e,mais importante ainda,se consiga perceber as legendagens dos filmes piratas que compramos aos marroquinos.

Mas,o que de fato – sem c -,não  merece despiciendo é uma possível viagem do Sócrates ao Zimbabué.Imaginem que Mugabe o obriga a perseguir aqueles que dizem que ele não sabe falar Inglês?

Não que eu esteja preocupado – jamais diria tal coisa do Sócrates -,mas como estamos em época de Natal,deu-me para ter comiseração por vocês.Enfim,sou um coração de manteiga.

 

8 Respostas para “Assina na cruzinha”

  1. Paulo Ribeiro Diz:

    E eu que pensava ter-te perdido para sempre. Acordos ortográficos deviam ser feitos era com os espanhóis, a ver se, com o tempo, se dava o acordo de integração política. Os zucas metem-me um bocadinho, quase nada, de nojo e têm aquele hábito repulsivo de criar palavras. Até aqui, nenhum problema.
    Agora olhemos para as palavras criadas por brasileiros… Que merda é aquela? Porque raio temos que adicionar à nossa língua verbalizações tupis guaranis, com pequenos laivos de afrolês e algumas variações de mandarim. Give us a break. Acordo é com Espanha.

  2. Paulo Ribeiro Diz:

    ps- Que paneleirice é esta do “your comment is awaiting moderation. Estás a dar uma de tipo de esquerda que luta pela liberdade e cria códigos legislativos com 10000000 de páginas, que tolera merdas que não interessam coisa alguma e proíbe aquilo que realmente dá prazer. Ai.

  3. zetrolha Diz:

    Paulo,
    jamais declinei um comentário,mesmo ele sendo pouco abonatório à minha pessoa.O que sucede,e ao qual eu sou alheio,é que este domínio tem vontade própria e decidiu proteger-me dos energúmenos -pensa que eu sou do Porto.
    Contudo,fico contente com a tua visita.

  4. sa Diz:

    “pai cá da malta… que estás ai curtxindo umas nuvem… santxiificado seja seu curpo sarado… venha a nós o seu papéu… assim na terra como na cova da moura”.. mistura de religião com o Brasil como está ai no teu text :)
    bjaços
    sa

  5. Um Ar De Diz:

    Não sei porque razão fiquei com a ideia de que vivias em Lisboa!…
    Claro que isso não tem nada a ver com o facto de seres do Porto.
    O português vernáculo assim o indicaria, mas só hoje me dei conta de tal evidência.
    Eu não nasci no Porto. Vivo nesta cidade há tantos anos que já lhes perdi a conta.
    Não me sinto de cá, mas também não me sinto de sítio nenhum, por isso, gosto do Porto, apenas.
    Infelizmente, agora, passo mais tempo na Póvoa, por causa da escola.

    Está descansado quanto às minhas avaliações… Não deixas de ter razão. É pena que os “meus” marmanjões de 10º e 11º ano (salvo seja), se esforcem muito menos do que eu!… Não faz muito sentido. Ño entanto, são todos muito bons rapazes e muito boas raparigas e dizem gostar muito da professora e das aulas… Até nem faltam, vê lá tu. Estranha forma de gostar… Estranha forma de amar! Não havia, assim, um nome de um fado (género musical que eu detesto)?
    Fado é, quando já não tenho pachorra para os aturar, mas aturo. Fado é, quando já não me irritam, mas me dão pena. Fado é, quando estar com eles não me dá nada a mim e eu passo a vida a ter que dar… com planos A, planos B e planos C…
    Como vês, não encaro a coisa levianamente.

  6. zetrolha Diz:

    Um ar de,
    eu não sou do Porto,mas sim de Vila Verde (uma freguesia a 10 km de Braga).No entanto,achei pertinente a tua “evidência”.Deixas transparecer,na minha opinião,uma atitude sulista.Pelo que pude entender do teu raciocínio, o vernáculo é uma característica do norte.Se me permites,discordo dessa tua analogia.Penso,para mim,que exitem vocábulos inerentes a cada região,mas daí a tomá-los por um todo,é uma alarvidade -talvez no Norte,por causa da dicção acentuada,um vernáculo se faça ouvir de forma diferente.
    Tenho o maior respeito,e pode parecer que não,por os professores que hoje sobrevivem ao dolo dos alunos.E,sem falsos propósitos,fico feliz por ti,que a apesar de algumas adversidades -sei bem que as tens -,manténs esse espírito de compreensão e optimismo em relação à tua profissão.Com professores assim,meio problema do Ensino está resolvido.

  7. Um Ar De Diz:

    Ó Zé,
    Uma das coisas que eu mais gosto no Porto [e no Norte, em geral] é dos sotaques, do português bem vernáculo. É do dizer sem meias tintas. Porque não é assim em todo o lado…
    E mesmo que eu pareça distanciar-me, eu gosto.
    Não sou sulista… Os meus pais são do concelho do Fundão e resolveram ter os 4 filhos em Abrantes. Com 6 anos vim para o Porto, sem mais família a não ser pais e irmãos. Nunca demos grandes justificações ao resto da família sobre as nossas pequenas e menos pequenas libertinagens.
    Por isso, o Porto, para todos nós, foi um lugar de liberdade.
    O teu blog, para mim, também o é.
    Bj grande

  8. zetrolha Diz:

    Beijo recebido…e saboreado.
    Hã,já agora:não digas a ninguém que este blogue é um antro de libertinagem,senão a Carolina Salgado ainda aparece por aqui.Ela não é má moça,mas mente muito.

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